23 de jan. de 2026

BAZZIAFO, o alquimista e A Pedra Filosofal

Estamos quase lá!
Chegando na reta final das artes finais. Depois vem as cores e as letras. E procurar uma editora que tope a parada, o que é a parte mais demorada, eu acho.
Deixa eu comentar uma coisa com vocês...
Eu gosto da arte digital, ela é ótima para agilizar o trabalho, fazer correções e tal... 
Mas, pra mim, não se compara a arte orgânica tradicional. Eu AMO desenho no papel, na tela, no suporte de madeira... Arte de verdade, palpável.
Gosto de pegar, sentir o cheiro da tinta, o barulhinho do lápis roçando no papel, do pincel deslizando com a tinta no papel, de sujar os dedos de tinta e do ambiente que toma conta do meu estúdio quando estou desenhando. Eu vou para outro mundo! Eu sinto isso, de verdade!

Se tudo der certo - e vou trabalhar pra isso - quero que o Bazziafo seja um personagem para várias histórias em quadrinhos. Tipo as que eu lia quando era adolescente nos anos 1990, lançadas pela editora Abril, Globo e editoras independentes.
Estou fazendo tudo com calma, no tempo que resta após o trabalho no estúdio. E estou adorando.
Abração procêis!
Rico_

2 de set. de 2025

PALAVRAS

 



Eu adoro ler e escrever. São duas atividades que me fascinam.
Deveriam nos ser naturais, mas não são... requerem tempo e dedicação por parte de quem deseja dominá-las.
Há poucos dias morreu o Veríssimo. Uma perda lamentável, era um dos poucos gênios que eu admiro em nossa área profissional que não conheci pessoalmente. Infelizmente.
Veríssimo e Millôr são dois espécimes raros que trabalhavam tanto a palavra que nos fazia parecer fácil o que eles realizavam.
Em meu trabalho, ao longo de décadas, sempre nutri a admiração por aqueles que trabalhavam e trabalham um bom texto. É parte importante do negócio.
A palavra certa, a expressão correta, a economia de texto (síntese) e a pressão no timing certo da charge, da tirinha, do quadrinho e até da piada são o segredo de um trabalho bonito e bem-feito.
Desenhar pra mim sempre foi algo natural. Meu foco desde criança sempre esteve ali, na arte do traço, das expressões e das cores. Mas, escrever, não. Escrever é trabalho duro. É lapidação, é fazer e refazer até chegar a uma ideia luminosa.
Um belo texto, uma grande sacada, uma ótima piada ou uma bela charge requerem trabalho e aperfeiçoamento constantes. Isso não vem de graça.
É por isso que muitas vezes não "é só uma piada". São anos e anos de labor que fazem parecer simples. E realmente, às vezes, é.
Depois de trinta anos de estrada fica um pouco mais fácil.

Rico_